 Após a posse de Erasmo de Almeida, o presidente Gustavo Ciambelli tentou reiniciar a sessão, chamando os vereadores Waldir Pereira e Carlos Aparício para sortear a ordem dos oradores inscritos. A vereadora Eliana Tóffoli Batista se posicionou, então, para fiscalizar o sorteio. Aparício não aceitou. “Não faço maracutaia. Tenho minhas mãos limpas. Não farei sorteio se for fiscalizado pela vereadora”, revoltou-se ele. O presidente, então, insistiu para que a vereadora voltasse à sua mesa. “Peço à vereadora que retorne a sua mesa por favor. Não dou questão de ordem. Vou ter que tomar medidas amargas que a senhora não vai gostar”. Diante da negativa da parlamentar, ele suspendeu a sessão por cinco minutos, sem conseguir evitar as sonoras vaias do público. Reiniciada a sessão, Ciambelli (à direita) voltou a pedir que a vereadora voltasse a seu lugar, mas Eliana continuou irredutível na intenção de fiscalizar o sorteio. Ciambelli deu um ultimado à vereadora: “No plenário sou autoridade máxima. Posso até mandar prender. A senhora está tumultuando a sessão. A vereadora não quer compreende. Peço que retorne a mesa ou deixe o plenário”. Diante da negativa de Eliana, o presidente apelou aos policiais. “Senhores policias, por favor retirem a vereadora do plenário. Ela assim o quis. Os trabalhos estão suspensos até a vereadora sair do plenário. A senhora procurou”. Os trabalhados voltaram a ser suspensos mais uma vez, e foram reiniciados sem a presença da vereadora. O presidente afirmou que vai criar uma comissão de inquérito para apurar a conduta da vereadora, que pode ser punida.(Fotos: Raouf Gharib) |