Cidade comemora 71 anos com o desafio da retomada do desenvolvimento
Dois momentos distintos em um
mesmo local da cidade, separados
por um período de sete décadas
A foto à esquerda foi publicada pela primeira vez na edição de aniversário da cidade em junho de 1986, na primeira fase do Jornal
Atual. Registra o grande movimento na cidade no início dos anos 1940, poucos após a elevação de Rancharia a município. Na
então região da 'Baixada' ficava a rodoviária e era intenso o fluxo de ônibus, perfilados às margens da avenida. A foto maior, de
Raouf Gharib, registra o mesmo local, e foi feita na semana que antecedeu o aniversário da cidade.
A septuagenária cidade já não ostenta o perfil de promissora economia regional, que desfrutava nos idos de 40 e 50, vindo a
receber o rótulo de "Capital do Algodão". Não ocorreu a capitalização política em função dos áureos tempos, e as diversas
intempéries políticas, sociais e econômicas alteraram o rumo da história. Poucos foram os administradores a se alternarem nos
cargos desde sua emancipação, e muitos foram os períodos conturbados, que acabam por retardar a evolução e o desenvolvimento.
Quando uma nova corrente assume as rédeas administrativas, criam-se as expectativas de reorientação econômica e social. Este
é um grande desafio. Em um período de competitividade selvagem, onde os valores se confundem e os interesses se confrontam,
quando decisões econômicas, sociais e políticas acontecem e são analisadas sob o ângulo de uma macro-visão, a perda de
oportunidades podem efetivar situações irreversíveis, e a possibilidade da frustração é sempre de alto risco. O planejamento
compartilhado é o desafio.
Indústria demite mais de 700 funcionários
Crise na indústria marca início do ano
PARADAS: APSA, Esteve e a
Fiação demissão de funcionários e
paralização da produção
Rancharia já foi uma potência nacional na produção do algodão, chegando a ser denominada a "Capital do Algodão", mas chega
aos 71 anos com um sério problema sócio-econômico. Duas de suas principais indústrias, responsáveis por uma média de 800
empregos diretos, estão com as máquinas paradas; a Algodoeira Palmeirense (APSA) e a Esteve, que recentemente alterou sua
denominação para Eisa, demitiram mais de 800 funcionários este ano. São mais de 800 pessoas com dificuldades em dar o arrimo
às famílias, em uma cidade onde a oferta de emprego é rara. Comenta-se que as indústrias fecharão em definitivo, o que não é
oficialmente confirmado. Some-se a esse plantel de desempregados, a queda de arrecadação que o município sofre com a
interrupção da comercialização da produção das duas indústrias.
As conseqüências desse desemprego em massa se refletem nas ruas da cidade. Sem opções de novos empregos, o trabalhador
deixa de consumir, e o que se nota é uma queda acentuada no consumo, estampada na queda de faturamento do comércio local,
outro fomentador de mão de obra que, salvo exceções, não passa pelos seus melhores dias.
Segundo alegações não oficiais de pessoas ligadas ao setor de processamento de caroço de algodão e soja, essa crise na
produção industrial - antagônica, diga-se de passagem, quando comparada a outros setores industriais comemorando seus níveis
de produção - teria origem na política econômica, em especial no preço do dólar; outra conseqüência estaria na política agrícola.
O preço do caroço de algodão ou de soja estaria inviabilizando seu processamento, deixando as indústrias do setor em difícil
situação. O preço do caroço colocado na fábrica estaria em torno de 100 dólares a tonelada, um custo considerado altíssimo a
ponto de comprometer a estrutura de produção. Essa avaliação, leva à dedução de que o médio e grande produtor rural também
teriam sua parcela de responsabilidade nessa crise?
Nem tanto. Isso porque analistas consideram que os negócios do setor agrícola foram assumidos quando os insumos e os demais
elementos da cadeia de cultivo – do preparo da terra à colheita – estavam em patamares elevados, influenciados pelo Dólar alto.
Na colheita, com a acentuada queda da moeda americana em relação ao Real, o preço da produção caiu a ponto de o produtor não
poder sustentar seus compromissos bancários se vender a matéria prima ao preço de mercado. Há de se considerar também a
área plantada e o excesso de produção como fatores adicionais à composição do preço após a colheita.
A situação poderia voltar à normalização se os preços caíssem a um patamar que a indústria considera razoável e mais próximo
da realidade. Entretanto, não há uma expectativa segura para que isso aconteça. Naturalmente as indústrias aguardam o
desabrochar da safra deste ano nas regiões centro-oeste, com início de colheita previsto para o próximo mês, como fator de
recomposição dos custos do caroço, contando com isso para que os preços possam se estabilizar em um patamar acessível às
condições de produção, o que poderia ocorrer em três ou quatro meses. Mas nem isso é certo.
No caso da APSA, indústria que em seus melhores desempenhos chegou a oferecer mais de 700 empregos diretos e hoje
emprega pouco mais de 130 funcionários, as decisões estão mais centralizadas e a avaliação da oportunidade na volta da
operacionalização seria mais caseira. No caso da multinacional Eisa, que hoje tem em seus quadros em torno de 50 funcionários,
dos mais de 400 empregados em períodos normais, as decisões são adotadas em caráter globais e dentro de uma perspectiva
genérica, o que inviabilizaria qualquer avaliação segura no sentido da recomposição da volta à operação da indústria. Mas em
ambos os casos, como todas as indústrias do setor, espera-se por uma intervenção governamental regulamentando o mercado,
como um dos fatores essenciais para a normalização da situação.
Isso posto, sem ofertas de empregos, sem expectativa ou previsões de novos investimentos externos para a absorção de novas
empresas, sem uma ação concreta do governo, a situação pode ser vista como crítica para o município. Definitivamente, não é um
dos melhores cenários para a comemoração do aniversário de emancipação político-administrativa. Todos os segmentos da
sociedade precisariam se mobilizar, e tentar encontrar alternativas para a criação de novas, concretas e perenes oportunidades
profissionais, reorientando a cidade para sua emancipação sócio-econômica.
Após 12 anos da criação, delegacia da mulher será instalada
Após 12 anos de indefinição, finalmente será instalada em Rancharia a Delegacia de Defesa da Mulher. A cerimônia de inauguração fará parte dos eventos
comemorativos do 71º aniversário da cidade, dia 13 de junho, quando a delegada titular da delegacia deverá assumir o cargo. A cerimônia está prevista para
as 11h30. Para a instalação da delegacia a Prefeitura do município alugou e reformou imóvel na avenida Pedro de Toledo, no centro da cidade.
Com a instalação, as ocorrências envolvendo violência, e outros crimes contra a mulher, poderão ser registradas na Delegacia da , onde serão investigadas,
sem ocorrer os comuns constrangimentos quando são registradas em delegacia comum. A DDM levará o nome de da comerciante Denise Brunhani Maffei,
que morreu assassinada anos atrás.

Professora será homenageada em escola municipal
O conjunto Novo Cruzado estará recebendo da administração municipal neste dia 13, a Escola Municipal Professora Maria Aparecida Centeio de Araújo, que
atenderá à demanda pré-escolar daquela região. A inauguração está prevista para as 10h30. A educadora tem extenso currículo de serviços prestados à
educação em Rancharia e participou da fundação da APAE.
Dia do Desafio tem a participação de 48% da população
A população de Rancharia aderiu aos 15 minutos de prática esportiva no Dia do Desafio, na quarta-feira dia 6. Segundo os organizadores, cerca de 14.000
pessoas, ou seja, aproximadamente 48% da população, participaram da disputa com a cidade mexicana de .
Profissionais de educação física estiveram nas lojas, bancos, escolas, praças e nos demais lugares onde ocorreram atividades físicas. A cerimônia de
encerramento do dia, na E.E. Dom Antônio José dos Santos, contou com a apresentação de 15 grupos de dança. De acordo com a organização, cerca de duas
mil pessoas estavam presentes, entre elas o prefeito Alberto César e a Secretária Municipal de Cultura, Tuca Smith.
O professor Durval Carvalho Reis, Diretor de Esporte e Lazer do município, "houve um aumento na participação das pessoas em relação ao ano passado".
Durval, um dos coordenadores do evento, entende que é preciso que essa participação aumente. Ele destacou que "as pessoas precisam se conscientizar da
importância e do benefício de praticarmos exercícios físicos diariamente, para termos uma vida mais saudável".
Ex-Vereador Pedro Ramos terá nome em praça
A praça Pedro Ramos da Silva na região
dos conjuntos habitacionais Padre Max,
Planalto e Novo Cruzado
Com inauguração inserida no programa de atividades do aniversário do município, a mais nova praça da cidade tem uma característica que chama a atenção:
foi totalmente feita por funcionários da prefeitura, possibilitando uma enorme economia ao município. De formato singular, a praça Pedro Ramos da Silva
margeia a avenida José Pereira, tem 315 metros de cumprimento por 8 de largura, e servirá especialmente aos moradores dos conjuntos habitacionais
Planalto, Padre Max e Novo Cruzado. Totalmente gramada, em sua extensão foram instalados 17 bancos entre os pés de areca, cica, piteira e fênix. Os
postes ao longo da praça receberam mais um braço de luz, melhorando a iluminação na área. Foram cerca de 60 dias de trabalho para Miguel Valdevino da
Silva e sua equipe. "O que mais demorou foi o nivelamento do terreno, que tem um desnível de aproximadamente 1,5 metro entre uma rua e outra", explica
Miguel. Esse desnível foi corrigido com uma bem delineada curva, uma das características da praça. Miguel conta que a recepção dos moradores vizinhos foi
muito positiva, a ponto de alguns deles se comprometerem a cuidar do local, o que é importante para a conservação da praça. A construção da praça que,
homenageia o ex-vereador Pedro Ramos da Silva, já teve outros desdobramentos. De acordo com Miguel, mais duas deverão ser construídas por
funcionários da Prefeitura. "Uma no Ruy Charles e outra no Europa 1; vamos começar em julho", informou ele.
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