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A distribuição de camisinhas durante o carnaval como medida de combate aos perigos da AIDS, a provável instalação da Delegacia da Mulher após uma
década de sua criação, a proposta de compra de uma área para servir de recinto de exposições ou o cinqüentenário da inauguração do hospital, são temas
relevantes que devem ocupar a atenção do cidadão ranchariense, e merecem discussões sérias e responsáveis, já que envolvem situações que podem
afetar o dia a dia de toda a cidade e seus habitantes.
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Contudo, um tema vem ocupando cada vez mais espaço em todo o país, o Estado e, logicamente, o município: as eleições. As eleições para presidente e
governador centralizam-se e assumem proporções mais amplas, sem, no entanto, deixarem de ter o seu peso político colocado no tabuleiro dos jogos
partidários dos municípios. E em Rancharia não poderia deixar de ser diferente. Pré-candidatos dos mais variados matizes partidários começam a intensificar
suas relações com as forças políticas locais e a realizarem seus primeiros contatos corpo a corpo, atitudes de praxe dos políticos quando as eleições se
aproximam. O fato novo é a pré-candidatura do atual vereador e presidente da Câmara Municipal da cidade.
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Rancharia já teve representantes na Assembléia Legislativa; Francisco Franco e Manoel Severo Lins. O primeiro quando a cidade tinha peso político no
Estado, ainda reflexo dos áureos períodos algodoeiros, resultando em prestígio para o município; o segundo, quando esse peso político do interior já se diluía
com a mesma rapidez com que grupos políticos carlelizados assumiam o controle da condução legislativa.
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Hoje, a possibilidade de a cidade voltar a ter um deputado estadual está em pauta, e as decisões precisariam ser tomadas com a chancela da unidade, o que
não é nada fácil. Se o objetivo for alcançado, sem nenhuma dúvida a cidade só tem a ganhar.
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Mas há um longo caminho que passa pela definição das candidaturas, pelo fervor da campanha até chegar, literalmente, à boca da urna. Os condutores dos
destinos da cidade terão uma difícil tarefa para atravessar esse caminho. Com uma candidatura local a habilidade política, o popular 'jogo de cintura' dos
homens públicos seria testado ao extremo, e o resultado, seja qual for, deixará profundas marcas. Políticos familiarizados com os poderes locais, ou aliados
políticos que encurtam distâncias entre administração municipal e instâncias superiores do Estado ou da União para aprovação de projetos, efetivação de
convênios, liberação de verbas, não estariam contando com o precioso apoio nas campanhas? O mesmo não estariam pensando aqueles que por aqui
aportam, há anos, nos períodos eleitorais? Por outro lado, qualquer cidade só tem a ganhar quando tem um parlamentar que a represente e leve até a ela os
benefícios necessários para seu desenvolvimento. Como em qualquer eleição nem todos ganham, as decisões terão que ser criteriosas, e a voz das urnas,
após a contagem eletrônica dos votos, dirá quem são os ganhadores.
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