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Depois de um período de 'recesso' estamos de volta, com uma novidade como o leitor notou: depois de ser o primeiro jornal local a
adotar o tamanho standart, assumimos a partir desta edição o formato germânico, ou berliner. Alguns jornais do nordeste, outros do
sul entre outros de outras regiões, utilizam este formato, assim como passaram a adotá-lo históricos jornais da Europa. Entre suas
vantagens, está a facilidade de manuseio. O que não mudou em Atual é a pratica do jornalismo voltado para o interesse do leitor,
imprimindo em suas páginas as notícias de interesse da comunidade, e acompanhando os fatos mais importantes da política e da
história da cidade, tal qual o gravíssimo caso do sumiço de documento do interior da Câmara. Aqueles menos aptos a entender ser
esta é a mola que move o jornalismo profissional, apressam-se a ver este perfil como oposicionismo ou tendencionismo político,
esquecendo-se de que não é este jornal que produz os fatos nele divulgados. Alinham-se aos aventureiros para espalhar a discórdia.
Sobre o documento rasgado, sabendo da gravidade do fato os vereadores não deverão fugir de suas responsabilidades.
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Marcam mais profundamente este retorno de Atual dois crimes bárbaros ocorridos recentemente: a morte do garoto João, que
deixou estarrecido o país, e a morte do comerciante Darci, que chocou a cidade. Este segundo caso sepulta definitivamente o falso
argumento de que as penitenciárias na região não trazem violência às cidades vizinha. É o resultado da desastrosa política de
segurança do governo do estado nos últimos anos, reconhecida até pela Secretaria de Segurança. Em ambos os casos, os
responsáveis pelas mortes brutais de pessoas inocentes são presidiários usufruindo os benefícios que a lei lhes concede. Nem por
isso deixam de estar sob a tutela do Estado. Assim sendo, poder-se-ia deduzir que o Estado é o responsável pelos crimes, e,
portanto deve ser responsabilizado. É responsável por estas, e por outras tantas mortes, o fracassado sistema judiciário do país,
que somente os altos magistrados e os políticos parecem não enxergar. Falar em redução de idade de responsabilidade penal não é
solução, salvo em casos de assassinato; pena de morte também não. O que a sociedade não aceita são os benefícios que o
criminoso desfruta; são os celulares nas celas. O que a sociedade deseja é simples: que o condenado cumpra a pena na sua
totalidade!; é visão comum que não se cumpre pena no Brasil. Deseja o fim do semi-aberto, da redução da pena, do fim dos
indultos... O noticiário mostra à sociedade que o marginal ligado a organizadas facções criminosas não se regenera, por mais que
defenda o contrário representantes da OAB. Pelo contrário: além de comandar o crime de dentro das penitenciárias, pratica-o assim
que de lá sai, ceifando vidas inocentes. E a impunidade é uma afronta à sociedade. É preciso pressionar as autoridades e exigir
rápidas mudanças na legislação. Partidos e políticos locais poderiam dar sua cota de contribuição, e iniciar movimento envolvendo
setores da sociedade e Legislativos de todo o estado, exigindo que o Congresso Nacional faça alguma coisa.
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