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Futebol no caminho certo
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Em passeio a Rancharia no feriado de 15 de novembro, percebi a alegria e euforia da garotada da escolinha de futebol do
Rotary Club/Eisa, que durante quatro dias disputou a etapa regional do Campeonato Estadual nas categorias Dentinho, Dente e
Dentão nos gramados rancharienses. Independentemente dos resultados, foi inevitável imaginar a quantidade de garotos que
deixaram de ter esta mesma chance nos últimos anos, em campeonatos deste nível na cidade.
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Infelizmente durante um longo período as categorias de base do futebol passaram quase despercebidas em Rancharia,
principalmente em participações nas competições regionais e estaduais. Houve, sim, um trabalho voluntário na escolinha da
Prefeitura; esporadicamente um projeto ou outro, que nunca vingaram a ponto de divulgar a cidade como acontece já há algum
tempo via escolinha do Rotary/Eisa, coordenada por Armando Netto com um trabalho sério em prol do futebol de base local. Tanto
é verdade que mesmo os valores rancharienses que chegaram à elite do futebol, nunca defenderam uma equipe local em
competições do gênero, casos dos ex-atletas Suingue, Polaco e Boni.
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Também fiquei feliz em saber que o futsal pré-mirim e mirim da escola Mário Fiorante, orientado pelo professor de Educação
Física Tinoco, obteve excelentes resultados nos campeonatos regional e estadual dos Jogos Escolares. A mesma satisfação pela
realização do Campeonato Municipal Inter-escolar, realizado pelos professores Neguito e Willen. Mas fica a dúvida de quantos
"Suingues", "Polacos" e "Bonis" deixaram de ser descobertos, exatamente pela falta de oportunidades.
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Existe uma filosofia que diz mais ou menos o seguinte: "quando pararmos para fazer um balanço da vida, que o façamos
olhando para a frente, jamais para o caminho já percorrido". Nessa linha de raciocínio, e trazendo para o tema em pauta, é
inevitável usar o passado, mas como referência. Isso para se ter o alento de que a continuar no caminho que se desenvolve hoje,
com as importantes atividades da parceria Rotary/Eisa, com a realização de mais campeonatos para crianças e adolescentes,
com mais incentivos às categorias Juvenil e Junior, o futebol de Rancharia e seus talentos poderão ter um futuro promissor. Quem
viver verá.
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Nilton Cézar Zumba
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Professor de Educação Física - Salto/SP
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Nossas indústrias – I
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O Brasil apresentou a partir da década de 1950 um processo de industrialização muito intenso, e nesse contexto podemos
inserir a expansão das indústrias na região de Presidente Prudente e, mais especificamente, no município de Rancharia, que foi
considerada a capital nacional do algodão com uma produção que chegou a atingir cerca de 800.000 arrobas, com uma baixa
tecnologia.
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Entretanto, com a expansão da pecuária no oeste do Estado de São Paulo e com a disseminação da praga do bicudo nos
algodoais, ocorreu uma drástica redução no cultivo e conseqüentemente uma redução drástica de matérias-prima; o parque
industrial teve aumentado a sua capacidade ociosa e muitas plantas industriais foram desativadas.
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Atualmente a nossa cidade tem um dos mais expressivos Parques Industriais da região, contudo existe uma carência profunda
de matérias-primas para o funcionamento dos mesmos, visto que quase todos os administradores municipais nunca tiveram uma
preocupação de gerar alternativas econômicas no sentido de incentivar as indústrias de nossa cidade.
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Hoje estamos enfrentando uma crise de desemprego muito grave em nossa cidade, em virtude da desativação – espera-se que
temporária – das indústrias Esteve e APSA, que ocasionaram na demissão de cerca de 800 cidadãos ranchariense, atingindo com
essa medida em torno de 5.000 pessoas.
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Por outro lado, o Distrito Industrial I do município está completando 20 anos com importantíssimos investimentos de
empresários rancharienses que acreditam no desenvolvimento de nossa cidade, entre eles os irmãos Accorsi. Em virtude da
competência empresarial dos mesmos, e de outros empresários presentes nesse Distrito Industrial, foram gerados empregos para
nossos cidadãos, e levam o nome de Rancharia para outras localidades do Estado. Como exemplo posso citar o importantíssimo
trabalho que a Accorsi tem desenvolvido na região central, mais especificamente na cidade de São Carlos.
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Porém, torna-se indispensável que o Poder Público Municipal busque regularizar o Distrito Industrial com o Licenciamento
Ambiental junto à CETESB, e segundo informações isso já está sendo providenciado para os primeiros meses do próximo ano.
Feito isso, é preciso dotar o referido Distrito de infraestrutura necessária que possibilite que os empresários tenham a confiança
suficiente para aumentar os seus investimentos e para tanto é necessário a colocação de guias, sarjetas, galerias de escoamento
de águas pluviais, pavimentação e iluminação pública. Todos esses investimentos podem ser feitos em parceria com o governo
estadual, que pertence ao mesmo partido do atual prefeito.
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Enfim, precisamos lutar pelo desenvolvimento de nosso município. Para isso devemos priorizar o apoio irrestrito aos nossos
empresários, pois com isso outras empresas se sentirão estimuladas a investir em nossa cidade, gerando os empregos
fundamentais para nossos cidadãos.
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Ridalto Vaz – Geógrafo e professor de geografia da Rede Estadual de Ensino - Tupã/SP
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