Área onde está instalada a 'cooperativa'; a presidente Claudenice; e o lixo sendo selecionado antes de ir à prensa
Cinco anos após sua criação, a Cooperativa dos Catadores de Coleta Seletiva de Rancharia ainda não tem sua situação legalizada. A presidente da
Cooperativa, Claudenice Souza Camargo, espera ver "a legalização efetivada" nos primeiros meses do ano, para que o grupo possa obter melhores
resultados. Mas como não dispõe de recursos para custear as despesas, a Cooperativa depende de advogados da Prefeitura para encaminhar o processo, o
que o torna ainda mais moroso. No entanto, segundo a presidente, para a sua regularização a Cooperativa teria que contar com um mínimo de 20 pessoas,
quando são apenas 14 trabalhando regularmente. "As pessoas vêm, trabalham um pouco e depois vão trabalhar por conta", explica ela; uma das alternativas,
segundo Claudenice, seria optar pela criação de uma associação de catadores.
A presidente lamenta a demora na regularização da cooperativa. "O governo Federal tem verbas para as cooperativas de coleta seletiva de lixo. Se
tivesse regularizado poderíamos comprar mais uma prensa, comprar triturador de plástico, mas enquanto não tiver tudo em ordem, não tem jeito", lastima-se
ela. O principal problema causado por essa situação está no faturamento. Como não dispõe de inscrição ou CNPJ, a cooperativa é obrigada a vender o
material coletado para terceiros, que o repassa para as fábricas de reciclagem. Com a documentação em ordem, a cooperativa poderia vender diretamente
para as fábricas e assim obter um preço maior pelos produtos, aumentando o faturamento mensal de cada membro. "O preço do plástico bruto é 50 centavos
o quilo; triturado chega até a 2 reais", explica Claudenice.
Funcionando na entrada da cidade, ao lado do Frigorífico, a Cooperativa coleta entre nove mil e 16 mil quilos de lixo reciclado por mês. Diariamente o
material é selecionado, prensado e fica à disposição dos compradores. E um novo problema preocupa a Cooperativa. Alvo de reclamações de vizinhos devido
ao mau cheiro, e segundo Claudenice, tendo o terreno cobiçado pelo Frigorífico, ela diz que terão que se mudar, embora não haja previsão de quando nem
para onde. "Mas o cheiro não é daqui", diz ela. "É do Frigorífico".
"Graças a Deus tenho esse serviço", diz catador
"É um trabalho muito importante", resume José Celestino Filho, 63, catador de lixo reciclado, sobre o
trabalho que faz diariamente, contribuindo para o aproveitamento do lixo reciclável. Casado, 4 filhos,
4 netos e "esperando pelo quinto", Celestino conta que trabalhou durante muitos anos na Prefeitura
de Santo André, no ABC paulista, mas precisou vir para o interior há "uns 25, 30 anos mais ou
menos". Conta que tem sua casa própria "graças a Deus", conseguida a custa de muito sacrifício, e
que a esposa "faz uns bicos", que com o que ele ganha na Cooperativa é suficiente para manter a
família. "Na minha idade, graças a Deus que tenho esse trabalho. E nunca perdi um dia de serviço".
Osvaldo Flausino é condenado a 2 anos de prisão
Depois de ter sido afastado do cargo de Procurador Jurídico da Câmara Municipal de Rancharia no final de outubro por uma decisão judicial, o advogado
Osvaldo Flausino Jr. foi condenado a dois anos de reclusão no processo nº 003/04 da Justiça Eleitoral.
Conforme o despacho da juíza Luciana Menezes Scorza de Paula Barbosa, que assina a sentença de oito de novembro, Flausino foi "incurso no artigo
350 do Código Eleitoral porque fez inserir, em documento particular, declaração falsa para fins eleitorais quando solicitou ao funcionário Edson Bonifácio
Fialho que assinasse documento onde fez inserir declaração falsa, lesiva aos interesses de Ailton de Freitas Francisco", em julho de 2004. Fialho afirmou, de
acordo com a sentença, que "assinou o documento a pedido do réu Osvaldo sem ter lido seu conteúdo". O ex-vereador José Maria Flores também é citado na
ação; "consta que fez uso do documento particular falso" para tenta impugnar a candidatura do ex-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais Ailton
de Freitas. Na ocasião, Flores era candidato pelo PSDB, e Ailton pelo PT.
A juíza cita que "a materialidade do delito ficou comprovada com a apreensão do documento, além da farta prova testemunhal e documental", e que seria
"nítida a intenção de Osvaldo de prejudicar a candidatura de Ailton". Buscou-se à época demonstrar a irregularidade na desincompatibilização de Ailton do
cargo de presidente do Sindicato dos Servidores, para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal.
"Julgo procedente a ação penal para condenar Osvaldo Flausino Jr. ao cumprimento de 2 anos de reclusão e pagamento de 7 dias-multa, e José Maria
das Flores ao cumprimento de 1 ano e 6 meses de reclusão, no regime aberto e pagamento de 5 dias-multa", sentenciou a juíza. Entretanto, fundamentada no
artigo 43 do Código Penal, a sentença substitui "para os dois réus a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na modalidade de prestação de
serviço à comunidade, pelo período da condenação de cada um". Nos preâmbulos da sentença, a juíza cita que tanto Flausino como José Maria são
"portadores de maus antecedentes, com condenação em primeiro grau" no caso do procurador. Os condenados poderão recorrer em liberdade.
Cartões do Bolsa Família são retidos como garantia de pagamento de prestações
Comerciantes estão retendo o cartão do Bolsa Família de clientes que compram a prazo para garantir o pagamento das
prestações. O caso é denunciado pela Secretária de Assistência Social Maria Augusta Xavier Rodrigues (foto), e teria sido
descoberto porque um comerciante teria ido sacar o dinheiro do benefício no banco e a senha do beneficiário estava
bloqueada, pois não havia se recadastrado no programa. Segundo a secretária, "essa prática é proibida e tanto o comerciante
como o beneficiário podem ser penalizados". foi divulgado no jornal 104 Notícias da rádio Esperança.
Em entrevista à repórter do jornal 104 Notícias, da Rádio Esperança, Maria Augusta informou que "o Conselho do Bolsa
Família já foi comunicado do que está acontecendo" em Rancharia. A secretária ressalta que "a senha e o cartão são
intransferíveis". Ela não divulgou o nome dos estabelecimentos que estariam cometendo essa prática, mas as informações são
de que se tratariam de lojas de confecções e mercearias. Maria Augusta informou que será feita distribuição de cartas aos
comerciantes alertando que essa prática é crime. "Reunimos o Conselho do Bolsa Família e vamos elaborar uma carta
orientando o comerciante de que ele não pode ficar com o cartão", relata a secretária.
Maria Augusta Xavier
Duas mortes no Balneário
O corpo de Anderson Dionísio, 28 anos, foi encontrado na manhã de segunda-feira dia 20 nas proximidades do 'ladrão' no Balneário Municipal. No final da tarde
de domingo os amigos com quem tinha vindo de Prudente deram pela sua falta; os bombeiros foram acionados mas não o encontraram até o anoitecer. A morte
se deu no início de campanha de prevenção no Balneário.
Uma semana depois, Luis Ricardo de Oliveira, 18 anos, morador da Vila Nova, em Rancharia, desapareceu nas águas quando nadava com amigos por volta das
14h30. Seu corpo foi encontrado boiando minutos depois. Soldados do Corpo de Bombeiros prestaram os primeiros socorros e o levaram ao hospital, onde já
chegou sem vida. Como a área onde o acidente ocorreu é raso, suspeita-se que a morte pode ter sido causada por congestão.
Cartões de Natal da APAE
No fim de ano é uma tradição enviar cartões natalinos aos parentes, amigos ou namorado(a)s. Este ano é possível manter essa prática e
ao mesmo tempo colaborar com uma instituição da cidade. A APAE está oferecendo a toda comunidade um cartão de Natal feito por um de
seus alunos. Willian César Vieira Pires, de 16 anos, foi um dos finalistas do Concurso Estadual de Cartões de Natal promovido pela
Federação das APAEs do Estado de São Paulo, e o cartão que criou está sendo vendido em todo o estado. Material de ótima qualidade,
impressão colorida e com uma bela mensagem, os cartões são vendidos por unidade, mas também são uma boa oportunidade para
empresas que compram em maiores quantidades para enviar aos clientes. Para adquiri-los basta ir à APAE, na rua Marcílio Dias 660, ou
telefonar para 3265-1902.
O aluno Willian, um dos muitos com potencial criativo na associação
Marcenaria aceita encomendas
A APAE de Rancharia tem montada em sua ala nova uma marcenaria onde, orientados por um profissional contratado, alunos aprendem a arte da
transformação da madeira, uma das atividades mais antigas do mundo. A marcenaria da APAE produz bancos, cabides, balanços, porta-jóias e outras peças,
e está aceitando encomendas. Faça uma visita. Colabore com a APAE.
Programa atende 1170 famílias em Rancharia
O Bolsa Família, programa assistencial do governo federal para famílias carentes, atende em Rancharia cerca de 1.170 famílias, segundo informações da
secretária Maria Augusta Xavier. Os benefícios são concedidos a cidadãos com renda comprovada de no máximo R$ 120 reais, e variam de R$ 15 reais a R$
95 reais, de acordo com a renda de cada pessoa. Interessados em obter maiores informações para se inscrever no Bolsa Família, devem se dirigir à Secretaria
Municipal de Assistência Social, na rua Coronel Galdino de Almeida número 715 e falar com Gina, às segundas e terças-feiras. A secretária explica que é feita
uma "análise dos cadastrados e o governo vai liberando de acordo com o orçamento disponível, às pessoas com maior necessidade".
Polícia Militar captura mais um condenado pela justiça
A Polícia Militar capturou mais uma pessoa procurada pela justiça. José Osmar Nunes, de 43 anos, que já teria cumprido 22 anos de prisão por homicídio, furto e
roubo, estava com um mandato de prisão de sete anos por roubo. Ele foi capturado na tarde de domingo por volta da 01h00 no cruzamento das ruas Ademar de
Barros e Mário César de Camargo. O indiciado foi levado à delegacia, onde foi recolhido à carceragem.
Mulher é presa em flagrante por tráfico de entorpecentes
A Polícia Militar de Rancharia prendeu no último dia 18 Emília Aparecida da Silva, 37 anos, sob suspeita de tráfico de entorpecentes.
Ele vinha de carona de Paraguaçu Paulista em um caminhão, e ao descer do veículo por volta das 20h00 no trevo da SP 284, no prolongamento da rua Amparo,
foi abordada pelos policiais. Com ela encontraram três pedras de crack escondidas na bolsa. Emília foi levada à delegacia e depois encaminhada à cadeia
feminina de Martinópolis.
Motociclista bater em coqueiro
No último sábado dia 18, por volta das 13h00, o motociclista Leandro Michael de Souza, 21 anos, perdeu o controle de sua moto Honda CG 125 preta, placa BJU-
1013, na altura do número 647 da avenida Pedro de Toledo, e bateu em uma palmeira co canteiro central da via. Com a colisão Leandro sofreu ferimentos na
perna esquerda, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital local.
Câmara de Rancharia é a que mais economizou na região
MAS ECONOMIA NÃO TEM LIGAÇÃO COM A REDUÇÃO DO NÚMERO DE VEREADORES
Pesquisa divulgada pelo IBAM (Instituto Brasileiro de Administração Municipal) divulgada no final de novembro apontou um aumento de gastos nas
despesas das Câmaras municipais da região entre 2004 e 2005, mesmo com a diminuição do número de vereadores. A economia de recursos públicos foi um
dos principais argumentos utilizados para a redução parlamentar nas câmaras municipais.
A região oeste é formada por 53 municípios, e o estudo do IBAM abrange 30 deles; os demais não forneceram informações. E se por um lado, de acordo
com a pesquisa, a Câmara de Dracena dobrou seus gastos nesse período, por outro a Câmara Municipal de Rancharia ficou em primeiro lugar entre os
Legislativos que menos gastaram em 2005 na região.
O Legislativo ranchariense gastou em 2004 R$ 1.295.147,00; no ano seguinte os gastos caíram para R$ 883.554,00, numa redução de 31,78%. A folha
de pagamento da Câmara caiu de R$ 32 mil no final da legislatura anterior para cerca de R$ 28 mil na atual, o que mostra que a economia apurada pelo IBAM
pouco tem a ver com a redução do número de vereadores.
Isso porque os vereadores da legislatura passada tinham um salário em torno de R$ 1.700,00; como eram em número de 15, tinham um custo salarial
para a Câmara de aproximadamente R$ 25.500,00. Antes do fim do mandato aprovaram um novo aumento, e os salários dos vereadores passaram para
cerca de R$ 3.000,00, o que demonstra que a economia salarial foi nula, pois os atuais nove vereadores custam aproximadamente R$ 27.000,00. Isso sem
considerar outros recebimentos.
Para Pedro Ávila, presidente do Legislativo municipal, o que levou a Câmara a ficar à frente das demais da região em economia foram medidas
administrativas. "Em 2003 e 2004 viajou-se muito; viajamos menos e gastamos menos com as viagens. Além disso cortamos gratificações e controlamos
despesas, comprando só o necessário, controlando gastos com telefone, não compramos computadores".
Ávila afirma que "o grande segredo é não gastar nas compras", e que "a redução do número de sessões extraordinárias" também contribuiu para a
economia no Legislativo. Devido à diminuição das despesas, em 2005 a Câmara devolveu cerca de R$ 450.000,00 à Prefeitura. "Economizei na raça", diz o
presidente.
Curso de teatro termina com a Farsa do Juiz
O curso de teatro O Ator na Encenação, que começou no início de outubro, terminou neste domingo com a apresentação da peça A Farsa do Juiz
Corregedor na Casa da Cultura. O curso foi realizado pela Oficina Cultural Thimochenco Wehbi, de Presidente Prudente, e foi ministrado pelo diretor Denílson.
A peça encenada pelos alunos é do espanhol Alejandro Casona; foi dirigida por Denílson Biguete e teve Toninha Lima como Assistente de Direção. Um
grande público esteve presente nas duas apresentações – no sábado e no domingo.
A Farsa do Juiz Corregedor é uma contagiante comédia sobre o julgamento de cidadãos de uma localidade, onde o juiz corrupto defende o criminoso.
Qualquer semelhança com a atualidade brasileira não é mera semelhança.
Adaptada pelos próprios atores e montada de forma a interagir público e atores, a peça teve um destaque. Foi o ator Renan Dias roubou a cena com uma
interpretação perfeita e criativa do assessor do juiz. Não há previsão de nova apresentação da peça.
Personagens
'invadem' o palco
em parte da
apresentação;
atores no final da
apresentação; e
Renan Dias, um
espetáculo à parte
como assessor
de juiz
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