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Nos meios políticos o movimento mais aguardado após as eleições de outubro era a eleição para a presidência da Câmara
Municipal. Após várias especulações, o grupo mais afinado ao Executivo chegou a uma decisão que pode ser vista como a mais
lógica, se analisado os interesses e objetivos desse poder. Evidentemente nenhum executivo sentir-se-ia à vontade se a cadeira
legislativa fosse ocupada por políticos teoricamente mais independentes, adversários em potencial. Esse raciocínio não é
depreciativo ao presidente eleito. Pelo contrário. No decorrer de seus quatro mandatos, o próximo a dirigir a Mesa do Legislativo
sempre demonstrou uma postura séria, coerente, expondo seus posicionamentos de maneira equilibrada e coerente. Evidentemente
ele não é um consenso. Politicamente é afinado com seu quadro partidário, mesmo destoando em algumas situações ocorridas no
decorrer do mandato, quando entendia não serem corretos certos rumos que se pretendiam tomar. Sem dúvidas ele terá um desafio
nos próximos dois anos, relacionando-se com uma parcela da bancada claramente descontente com essa sucessão legislativa; terá
que ter pulso forte para lidar com as suspeitas situações envolvendo funcionário da Câmara, muitas sob o abraço da Justiça; e com
a temperatura política que deverá se elevar com o processo sucessório municipal em 2008. O primeiro mandato do novo presidente
não deverá ser tão tranqüilo. Nossos votos são de que obtenha sucesso na condução do Legislativo e que possa voltar a imprimir-lhe
o respeito necessário; que possa fazer aflorar a responsabilidade de seus pares em adotar equilibrados debates sobre a séria
situação do município, que os eleitores esperam ouvir e que ficaram ausentes nos dois últimos anos.
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Outra decisão que se deve destacar, essa no âmbito judicial, é a negativa em conceder indenização ao Procurador afastado da
Câmara, em ação movida pelo mesmo contra esse jornalista. A ação é mais uma das várias tentativas de se contrapor à verdade
dos fatos, de tentar intimidar a execução de um trabalho transparente, de tentar calar um veículo independente, de tentar impedir
que a divulgação de seus atos, sob apuração da Justiça, cheguem ao conhecimento da população. Enfim, suas ações contra esse
Jornal Atual são um atentado contra a liberdade de imprensa e contra os direitos individuais e democráticos.
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Neste final de ano, agradeço a todos os leitores deste jornal, especialmente aos deste espaço. Quiçá no próximo ano tenhamos
notícias mais estimulantes para aqui imprimi-las. Que tenhamos todos muita saúde, trabalho, respeito, paz, harmonia, felicidades e
dinheiro no bolso. É o meu desejo para todos. Um feliz 2007.
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