Consciência ecológica
Marcos A. Barbosa
Efeito estufa, queimadas na Amazônia, poluição dos rios, desmatamento, desperdício de água, Tratado de Kyoto... estes são
alguns temas que por vezes causam revolta, inconformismo e indignação, afinal, se o universo pode ser um conjunto de
elementos pulsante, e portanto vivo, a terra, planeta onde sobrevivemos, vem sofrendo um contínuo e avassalador processo de
degradação ambiental, comprometendo a vida de uma forma geral e irreversível. Mas o que podemos fazer para tentar amenizar a
agressão ao meio ambiente além das habituais lamúrias? Talvez muito pouco, mas o pouco que cada um possa fazer ao menos
poderia melhorar as condições do meio em que vivemos, e aumentar o grau de conscientização que o problema exige, porque
tarde já é. A questão do lixo é a mais próxima que temos como cidadãos comuns, posto que produzimos um razoável volume
desse produto que, sem controle, polui a natureza como ocorreu em tão curto tempo de vida do município com tradicionais rios e
córregos locais. Em suma, estaremos selecionando corretamente o lixo reciclável que produzimos para facilitar a vida dos
coletores? Onde estão as campanhas organizadas de esclarecimento, conscientização e informação para a coleta seletiva? Por
que até hoje o descaso da sociedade como um todo com a situação da "cooperativa" de catadores de lixo reciclável, ainda na
ilegalidade? Onde estão os ambientalistas? Onde está o Partido Verde? Não pode ser real a idéia de que a preocupação de
organismos dirigentes e setores comprometidos com a sociedade seja outra senão a qualidade de vida da população. Mas se
assim não for, por que não se tomam as iniciativas? A lapidação da consciência ecológica do indivíduo é condição primária para o
cuidado coletivo com o meio ambiente; é o cuidado com a vida. Uma vez desperdiçada, não pode ser recuperada.
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