Relação de candidatos ao Legislativo e Executivo municipais
(Na ordem da lista fornecida pelo Cartório Eleitorial Local)

PREFEITO
13 - Ulisses José de Souza - vice: Benedito Obercides Marani (PT)
14 - Eduardo Contini Franco - vice: Audenir Bocchi (PTB)
45 - Alberto César Centeio de Araújo (PSDB) - vice Aparecido José da Silva (PMDB)

VEREADORES

PT
Aberenel Silva dos Santos
Ailton de Freitas Francisco
Antonio Maria da Silva
Célia de Castro Oliveira
Eurípedes Carvalho Milhomem
José Correia de Oliveira
João Tavares leal
Lúcio Ricardo de Oliveira
Sérgio da Silveira
Ulisses Fatinei Gonçalves
DEM/PR/PV
Rogério Gimenez
Viviane Ribeiro dos Santos
Walter Setsuo Zoriki
Andreas Cidin Amêndola Speridião
Expedito Moreira Trindade
Fábio Alexandre de Oliveira
Fátima Aparecida Bacarin
João Carlos Peruque Júnior
Ludenger Fregolente
Mara Cristina Brito Silva
Natalino da Silva
Osmar Orselino da Silva
Pedro Raimundo Antunes de Ávila
PSC
Antonio José Sargaço
Domingos Martins de Souza
Gilson Pereira
Janete da Rocha Ferreira Doninho
José Aparecido de Lima
José dos Santos Neves
Maria Aparecida Venâncio
Milton Santos
Osmarino Leite
Terezinha Matiazi dos Santos
PSDB/PDT
Ana Maria Hanamoto
Antonio Aparecido Maniezo
Artur Lopes do Nascimento
Dirce Jacinto dos Santos
Eliane Balciunas Garcia
Gláucia Maria Centeio Araújo
Joel Moreira
José Carlos Sobral
José Ailton Calado
José Carlos dos Santos
Luiz Antonio Brunhani
Márcia Regina Enz Santos
Nicolina Argemira dos Santos
Pedro de Lima Pinto
Pedro Slobodticov
Waldir Pereira
Walter Honório da Silva
PP/PMDB
André Massao Suzuki
Aparecido Jorge Martins
Clarice Fernanda Chakiman
Edison Ricardo Fregolente
Jairo Galdino Gomes
José Antonio da Silva
José Carlos Appárício
José de Souza Sobrinho
José Pilon
Madalena Martins Ferreira
Maurício Batista do Nascimento
Mércia Regina da Silva
Paulo Edison Valim
Rogério Ramos Ribeiro
Salvador Leandro Diglio
Vera Lúcia da Silva Soares
PTB/PRB/PPS
Adão Aparecido de Oiveira
Ailton Lopes Barbosa
Eliana Tóffoli Batista
Erasmo Almeida
Francisco de Paula Razera
Ivonilda Murici Igarashi
José Clodomiro Gonçalves
Luis Gustavo Ciambelli
Marcos Antonio Vieira Pinto
Maria Aparecida Grillo Nantes
Osvaldo Flausino Júnior
Sebstião Cândido Bastos
Sérgio Ciambelli
Washington Ferreira de Souza
Ranchariense perde para o Mauaense na abertura da segunda fase
Depois de uma boa vitória sobre o Ilha Solteira por 3 a 1, garantindo o terceiro
posto na classificação, a Associação Atlética Ranchariense perdeu por 2 a 0 para o
Mauaense na estréia da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão
de Futebol. O jogo foi na manhã do sábado 26, em Mauá. O time da casa abriu o
placar no primeiro tempo, numa bobeada da defesa.
A Ranchariense esboçou reação no segundo tempo, criou oportunidades levou
perigo ao gol adversário, mas não conseguiu igualar o marcador. Com um gol da
intermediária, o time de Mauá fechou o placar. O próximo desafio da Azulona é
neste domingo dia 3, contra o Taboão da Serra, em Rancharia.
Vitória sobre o Ilha garantiu a terceira colocação
Ao contrário do jogo contra o time de Mauá, quando a transmissão pela Rede Vida garantiu uma grande audiência à emissora,
poucos torcedores presenciaram a vitória por 3 a 1 sobre o Ilha Solteira, no Estádio Francisco Franco. Neste jogo, a
Ranchariense exerceu pleno domínio sobre o adversário, com Claudinho, Alex Silva e Weltinho construindo o placar para o
time da Vila Guaçu. Com esse resultado, a Ranchariense ficou no Grupo 9, ao lado do Mauaense, Red Bull, Taboão da Serra e
Batatais. Veja como ficou a classificação no primeiro turno:
CLUBE PGJGVIEMDEGPGCSG

1 - Araçatuba 281091030723
2 - Fernandópolis171052319118
3 - Ranchariense141035215141
4 - Ilha Solteira 11103251116-5
5 - Assisense 2102261226-14
6 - Comercial -610208922-13
Grupo 8
Barretos
Campinas
Lemense
Guarulhos
Ilha Solteira
Guarujá
Grupo 07
Atlético Araçatuba
Grêmio Osasco
Américo
Paulínia
Atibaia
Saltense
Ao lado, jogadores relacionados
pelo técnico Fernando Santos
contra o Ilha Solteira (Em pé, a
partir da esquerda, Pereira,
Geovane, Alex Silva, Jean,
Edmar, Ângelo, Thiago
Capitão, Diego; agachados,
Claudinho, Weltinho,
Alysson, Thiaguinho, Gonga,
Henrique, Gui, Alex,
Jhonatan e Thiago Otênio)

Ao lado, Os grupos da segunda
fase.
Grupo 9
Brasilis
Mauaense
Red Bull
Ranchariense
Taboão da Serra
Batatais
Grupo 10
Ecus
Fernandópolis
Pão de Açúcar
Guariba
Roma
Guaçuano
O lado obscuro da guerra na Geórgia

O recente conflito na Geórgia esconde algo além do que apenas mais uma guerra civil naquela região. Praticamente no mesmo dia
do início das Olimpíadas, os militares da Geórgia atacaram a capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, com vários foguetes lançadores
destinadas a devastar grandes áreas. Os bombardeamentos aéreos e terrestres foram em grande parte dirigidos contra alvos civis,
incluindo zonas residenciais, e os hospitais universitários. A capital provincial Tskhinvali foi destruída. Os ataques resultaram em
aproximadamente 1500 civis mortos, de acordo com fontes russas e ocidentais. A Rússia reagiu ao ataque aos antigos territórios
da ex-União Soviética. Apesar das notícias vinculadas pelo ocidente, há indícios que merecem uma análise, de que não se trata
apenas de mais uma guerra civil, mas algo muito maior dentro do atual cenário da geopolítica mundial:
1- A Geórgia vem nos últimos anos firmando acordos militares com os EUA e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte),
ao ponto do governo daquele país anunciar a construção de duas bases militares, dentro das exigências da OTAN, em 2005 e 2006.
Além disso, no último mês de julho, Geórgia e EUA realizaram em conjunto exercícios militares que por "coincidência" foram
finalizados apenas uma semana antes do início do conflito com a Ossétia do Sul. Por outro lado, Israel vem fornecendo armamentos
militares e apoio técnico para o exército da Geórgia. Isso tudo vem sendo contestado pela Rússia que acusa o ocidente de
desestabilizar a região. Diante desses fatos, tudo indica que a Geórgia não agiria militarmente sem o parecer favorável de
Washington, inclusive, Moscou já acusou a OTAN de ter incentivado a Geórgia ao ataque.
2- Se o objetivo do ataque fosse ter o controle político sobre o governo provincial, a operação teria sido realizada numa forma muito
diferente, com Forças Especiais ocupando edifícios públicos estratégicos, instituições e redes de comunicações, em vez de fazer
uma guerra contra alvos civis como áreas residenciais, hospitais etc. Isso indica que essa ação inicial da Geórgia foi uma
provocação deliberada destinada a desencadear uma resposta militar da Rússia e atraí-la para um confronto militar mais amplo que
a Geórgia, o que potencialmente pode desembocar numa guerra sem precedentes.
3- O fato dos soldados da Geórgia no Iraque, o terceiro contingente naquele país, estarem sendo enviados de volta para lutarem
com os russos sugere que Washington tem a intenção de uma escalada do conflito. Desta forma, as tropas da Geórgia estariam
sendo manipuladas para um conflito com as forças russas.
A questão que se coloca é qual o interesse de Washington nisso tudo? A resposta pode estar nos acordos bilaterais dos EUA com
a Geórgia que visam proteger interesses petrolíferos dos americanos, israelenses e de gigantes petrolíferas ocidentais no oriente
médio e na Ásia Central, assegurando com isso, o controle dos gasodutos e oleodutos que atravessam a região em conflito. Estas
diferentes modalidades de cooperação bilateral e militar, em última análise, são destinados a minar a presença e a influência da
Rússia na região do Cáucaso e da Ásia Central. Mas existem outros interesses, como utilizar um novo conflito militar para distrair a
população e desviar o eleitorado americano da calamidade econômica que se apresenta no horizonte dos EUA. Assim, como as
guerras do Afeganistão e do Iraque, um novo conflito militar poderia salvar as eleições para os republicanos. É claro que muitos dos
analistas das agências internacionais não querem ver isso. Enquanto o mundo se volta para o espírito olímpico de Pequim, o
conflito na Geórgia expressa os novos rumos da geopolítica mundial e o cenário é preocupante.

Fábio César Alves da Cunha,
Geógrafo e Professor da disciplina Geopolítica e Regionalização do espaço mundial do Departamento de Geociências da Universidade
Estadual de Londrina
Discutindo a inclusão

Muito se discute a respeito da inclusão das pessoas portadoras de necessidades especiais. Por desconhecimento, muitas
pessoas pensam que a Associação dos Amigos dos Excepcionais, a APAE, se posiciona contrária à inclusão, quando, na
verdade, há tempos é uma grande estimuladora desta política. Como conselheiro regional e membro do conselho da Federação
estadual das APAES, testemunhei inúmeras situações em municípios de várias regiões do Estado exemplos efetivos de inclusão
de alunos da associação, seja em escolas ou em atividades profissionais. Pude entender também, que a própria freqüência dos
alunos apaeanos nestas instituições, desde que estruturadas, fazem com que se sintam socialmente inclusos através das
práticas que exercem, sejam educativas, esportivas, culturais, artesanais ou profissionalizantes. Da mesma forma que se sentem
inclusos alunos de outras escolas que não apaeanas.
Muito se debateu sobre a inclusão dos alunos especiais nas escolas das redes municipais ou estaduais. Como representante do
movimento apaeano, participei de movimentos contrários à inclusão goela abaixo, autoritária e nociva a todos os alunos como
queriam os governos. Não éramos contra a inclusão. Éramos contra a forma desestruturada e violenta que queriam implantá-la. E
o tempo nos mostra que não estávamos equivocados.
Num passado recente, somente com a intervenção da diretora da APAE local diretamente com a Diretoria Regional de Ensino, um
de nossos alunos pôde estudar em uma das escolas do município, cuja diretora resistia, até então, a transferir uma sala do andar
superior para o térreo. Ora, se o aluno não podia se locomover, teria que passar pelo diário constrangimento de ser carregado,
escada acima, até a sala de aula?
Atualmente, outro de nossos alunos se vê diante do mesmo problema, quando para adentrar ao recinto da escola tem que escalar
uma íngreme escada. Missão impossível para um cadeirante. Neste caso, a direção sinalizou com a instalação de um elevador,
que se depender do Estado no final do ano letivo, na melhor das hipóteses, estará sendo feito o processo licitatório.
No último grande evento festivo-popular, a Festa do Peão, outra ocorrência. Um de nossos alunos, amante de rodeios, foi levado
pelo pai ao recinto, sem nenhuma facilidade de acesso e de acomodação para essa parcela de cidadãos. Frustrados, foram
embora. A organização do evento soube do ocorrido, providenciou para o dia seguinte acomodações especiais para o jovem, que
pôde assistir ao show que tanto queria. Chegou até a ser referenciado pela organização.
Todos esses fatos mostram que a inclusão ainda está longe de se efetivar de maneira satisfatória. Ainda são altas as barreiras do
preconceito, desqualificação, falta de estrutura, má-vontade, consciência. É importante que se diga que não queremos
homenagens; que não precisamos recorrer a instâncias superiores para o cumprimento de ações inclusivas. É uma questão que o
indivíduo especial detém como Direito Constitucional, abrangente a todos os cidadãos.
O que queremos é a qualificação técnica dos profissionais com os quais temos que interagir. Não há notícias de que o Estado
esteja habilitando organizadamente seus profissionais. Queremos estrutura adequada para nosso acesso e locomoção. Onde
estão os acessos rebaixados e opções às escadas em prédios públicos, exigidos por lei? Queremos - e isso sabemos que é o
mais difícil - a conscientização das pessoas no sentido de entenderem que somos iguais, que temos direitos iguais. Somos
apenas especiais.
Governos, políticos, educadores e a sociedade como um todo não estarão sendo honestos quando defenderem a inclusão, sem
que existam condições - humanas e materiais - para que ela se efetive.


Marcos de Almeida Barbosa
é jornalista, ex-membro do Conselho da Federação das APAEs do Estado de São Paulo e membro da Conselho Fiscal da Apae de
Rancharia
Jornal Atual
Guia Rancharia